Páginas

domingo, 13 de novembro de 2011

Silogismo da corrupção

Todos sabemos que o silogismo é formado de uma premissa maior, uma premissa menor e aí chegaremos a uma conclusão lógica.
Passemos a analisar os acontecimentos dos últimos dias no STF:


Premissa maior: Todo homem se corrompe (mas, nem todos...)
O raciocínio que queremos desenvolver sobre o tema da corrupção no judiciário teve início com as palavras da Ministra corregedora do Conselho Nacional de Justiça Eliana Calmon, quando disse que: "era uma juíza que temia precisar da justiça". (http://jusestudantes.blogspot.com/2011/10/desabafo-de-ministra-corregedora-do-cnj.html).
Suas declarações não foram bem aceitas pelos magistrados, tendo em vista que esta ilustre Ministra defende a atuação do CNJ de maneira mais rigorosa contra os atos de improbidade e corrupção da Magistratura nacional.
Em seguida, por "coincidência", o STF passa ter em sua pauta para julgamento em plenário, a ADI promovida pela Associação dos Magistrado do Brasil, que considera inconstitucional a atuação do CNJ contra os atos de improbidade dos magistrado de primeira instância antes da autuação dos tribunais locais (http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=190702&caixaBusca=N).
É muito coincidência vocês não acham?
Tivemos nesta ocasião uma declaração do Presidente do STF o Ministro Cezar Peluso dizendo que aquela corte não iria fazer acordos porque não se tratava de órgão político.
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil logo se manifestou sobre estes acontecimentos e Ophir, presidente deste Conselho, promoveu uma manifestação para pressionar o STF a manter a atuação do CNJ sem precisar esperar o Tribunal local se manisfestar ( http://jusestudantes.blogspot.com/2011/10/ophir-participara-da-marcha-contra.html).
Acertadamente a OAB se manifestou, porque a minoria dos magistrados brasileiros se corrompem, e a atuação do CNJ desde sua criação tem se mostrado muito eficaz.
E  vejam só o que aconteceu diante de tudo isso - outra "coincidência" - o STF tem que julgar a constitucionalidade do exame da Ordem dos Advogados.
Vocês não acham novamente que é muita coincidência?
A Ordem dos Advogados do Brasil entidade tradicional de muito respeito tem nas mãos do STF um julgamento que poderia mudar a maneira de ingresso dos bacharéis de direito na profissão de advogado.
Vocês já pararam para pensar o que a OAB deixaria de lucrar caso o STF julgasse inconstitucional o exame da Ordem como requisito de ingresso para exercício da profissão de advogado?
Então o STF julgou constitucional o exame e até esta postagem o caso do CNJ ficou silente (http://jusestudantes.blogspot.com/2011/10/postagens-do-stf-de-quinta-feira-27-de.html).
O que será que aconteceu? Será que houve algum acordo? Por que não há mais manifestações da OAB quanto a atuação do CNJ?
Estranho...
Veja opinião do jurista português J.J. Gomes Canotilho (http://jusestudantes.blogspot.com/2011/10/politicas-publicas-nao-sao-atribuicao.html).


Premissa menor: Todo magistrado é homem
Desenvolvido o raciocínio acima percebemos que o homem é um ser vulnerável.
Vulnerável a que?
Ao dinheiro, ao poder, a ganância, a riqueza, a luxuria, a propriedade e tantas outras coisas que o faz  tomar decisões que nos surpreendem.
Os recentes acontecimentos mostram que os Magistrados brasileiros estão muito temerosos com a atuação do CNJ e que a OAB entidade de classe, essencial a promoção da justiça, recuou diante da perda de sua maior fonte de obtenção de recursos que é o Exame da OAB.

Logo:
Você leitor do Blog Jus estudantes conclua a sua maneira.
Ou fique silente igual a OAB!
Deixe a sua conclusão.